ADAPTARia
Modelação das Alterações Climáticas no Litoral da Ria de Aveiro
Estratégias de Adaptação para Cheias Costeiras e Fluviais
   

Instituições Envolvidas

CESAM

Universidade de Aveiro

LNEC

   
ADAPTARia: Modelação das Alterações Climáticas no Litoral da Ria de Aveiro - Estratégias de Adaptação para Cheias Costeiras e Fluviais

As inundações em áreas litorais ameaçam anualmente milhões de pessoas na Europa. Nos últimos anos, este território sofreu mais de 100 eventos significativos de cheias, que originaram mais de 700 mortes, a deslocalização de cerca de meio milhão de pessoas e prejuízos económicos de mais de 25 bilhões de euros (European Environment Agency).

Em 2007 a União Europeia reconheceu a importância deste perigo através da introdução de uma nova Directiva Europeia de avaliação e gestão do risco de cheia, dando orientações aos estados membros sobre o planeamento da gestão do risco de cheias (2007/60/EC).

O litoral da Ria de Aveiro tem elevada vulnerabilidade às inundações.

A Ria de Aveiro é uma laguna ligada ao Oceano Atlântico através de uma única embocadura. Localiza-se no litoral Centro de Portugal, estando integrada na bacia hidrográfica do rio Vouga. Este é o principal afluente da Ria, tendo um regime de cheias intenso e inundações significativas nas áreas terrestres confinantes.

Os trechos costeiros adjacentes à laguna, Vagueira-Mira e Esmoriz-Furadouro são exemplos da erosão e do risco de ruptura do cordão dunar (EEA 2006).

Parte significativa dos fenómenos de cheias ocorre em condições climáticas adversas:
- chuvas torrenciais com aumento dos caudais fluviais
- baixas pressões a N/NW de Portugal e altas pressões a S/SW, associadas a ventos fortes de Sul, originam sobre-elevações do nível do mar

O regime de marés tem também impacto nas inundações (maré viva; preia-mar), bem como a evolução do nível médio do mar

A morfodinâmica da embocadura da Ria de Aveiro depende ainda do nível do mar e do regime de ondas do Nordeste Atlântico

Estes últimos, associados à disponibilidade sedimentar, determinam a erosão que ocorre no litoral da Ria de Aveiro (IHRH, 2003).

É consensual que os fenómenos associados às alterações climáticas amplificam os efeitos destes forçamentos.

Apesar de alguma ambiguidade sobre o futuro das condições climáticas, nas próximas décadas prevê-se que as AC sejam responsáveis por transformações substanciais na hidro/morfodinâmica dos ambientes costeiros, estuarinos e fluviais.

Estes cenários evidenciam claramente a necessidade de abordagens completas e eficientes para a análise, avaliação e gestão do risco de alagamentos, no sentido de apoiar o desenvolvimento de planos de emergência e o processo de planeamento e gestão do território, considerados instrumentos cruciais no Sistema de Suporte à Decisão.

Palavras-chave: Cheias costeiras e fluviais; Alterações climáticas; Estratégias de adaptação; Modelação numérica
Projecto: PTDC/AAC-CLI/100953/2008
Duração: 01/06/2010 - 31/05/2013

 

Financiamento

FCT

COMPETE

QREN

União Europeia
Fundo Europeu de
Desenvolvimento Regional